quarta-feira, 13 de julho de 2022

Montargil com Centro Cultural à medida

Já são passados quatro anos que o Centro Cultural foi inaugurado no mesmo local onde estava  a Casa do Povo. Faz todo o sentido esta localização, ao contrário do Centro de Saúde que alguns anos antes foi construído ao lado deste bonito polo de cultura, no sítio onde estava um jardim com parque infantil e bela vista para a barragem que deixaram degradar completamente. Imagine-se tudo junto: jardim como deve ser, Centro Cultural e parque de estacionamento. O Centro de Saúde teria sido ocupado no espaço do antigo Hospital devidamente remodelado. É verdade, Montargil já teve hospital, que também tem espaço de estacionamento. Quais os interesses para este local nobre que tal como o jardim acima referido está a ficar totalmente degradado?

Voltando ao espaço cultural, que é rico em espetáculos e exposições tem os seus senãos. Um deles já não há nada a fazer, que foi a "varanda" da traseira onde parecia haver uma ideia de alguma esplanada com vista para a barragem, não ter ficado mais pequena, para que interiormente o palco tivesse ganho pelo menos mais um metro. A Chotice Batida uma dança bastante rápida do rancho folclore de Montargil, quando apresentada dá por vezes a sensação que estão prestes a cair no vácuo, tal a proximidade com os vidros. Outro, é só estar vocacionado para os tempos livres dos mais novos, faltando uma área de lazer para que os idosos, tal como numa biblioteca sem muirto barulho, possam ler, entreterem-se com pequenos trabalhos ou explorarem a internet. Se calhar também pouco se interessam e preferem cavaquear ao ar livre, pois sempre há hábitos enraizados que não levam à procura de mais conhecimento.

 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Sporting campeão na calamidade


Há uns anos (o tempo passa a correr) no "face" alguém ferrenho de uma equipa rival e no calor de alguma picardia, chamava carneirada aos sportinguistas. Eu como adepto verde e branco desde pequenino, (ainda estou para saber de alguém que tenha trocado de clube), fiquei naturalmente ofendido até porque não fazia parte dessa picardia, mas ignorei pois as redes sociais são como os casamentos, para o bem e para o mal. 
Entretanto, perante aqueles vergonhosos acontecimentos de Alcochete, tive de dar a mão à palmatória e reconhecer que uma cambada de carneiros estava a destruir uma grande equipa de futebol, até com bastantes selecionáveis. Um prejuízo de milhões para o clube e penso que por muito menos décadas atrás, alguém à frente do destino de uma equipa rival , foi parar à cadeia.

Com esforço, dedicação, devoção e glória alguns históricos lá conseguiram que a ovelha ranhosa fosse afastada e o Dr. Frederico Varandas conseguiu ser eleito pelos sócios para levar um barco cheio de amotinados a bom porto. Os meses foram passando mas no estádio forças anti união dos sportinguistas estavam sempre a causar instabilidade à equipa e jogar em Alvalade era como se a relva fosse saibro. Mas eis que a pandemia tal como um mal que veio por bem, correu com essa vil gente fora dos estádios e a equipa de futebol onze, passados quase vinte anos conseguiu a três jornadas do fim ser campeã. Tenho a firme convicção, perante os reforços que no início os rivais fizeram e com o apoio dos respetivos adeptos um deles seria campeão, pois não é em vão que os apoiantes são chamados de 12.º jogador.

Terminaria este texto com um "viva o Sporting", mas o presidente que tão altruísta foi como médico a querer salvar vidas do Covid19, voluntariando-se nas forças armadas, foi o mesmo que permitiu para além de ecrãs gigantes junto ao estádio com DJ, a descida do autocarro às tantas da manhã pelas avenidas em caos até ao marquês, pondo sabe-se lá, quantas vidas em risco como se esta competição tivesse a decorrer sem pandemia.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Covid está a causar à humanidade o mesmo quando se espezinha um carreiro de formigas

As teorias da conspiração são pertinentes, porque há fatores que se conjugam para justificar o aparecimento do novo vírus, tais como as disputas sobre a supremacia económica que umas potências querem ter sobre as outras, não olhando a meios para tal conseguir e acaba por passar despercebido o outro lado desastroso do que se está a passar: o desprezo pela natureza. O lento extermínio das espécies, tanto nos oceanos como nas florestas, vai acabar ao longo do tempo por afetar aquele que está no topo dos animais, a si próprio classificado como racional, quando o seu comportamento é o oposto de tal. Em tempos de pandemia é notória a diminuição da poluição atmosférica causada pela desenfreada necessidade de estar depressa em qualquer sítio. É curiosa aquela preocupação dos lideres incutirem às pessoas para que nas deslocações diárias se juntem numa viatura, mas sobre o que a classe dominante faz com o uso dos seus jatos particulares para ali e para acolá, nada dizem.

Também já uns bons anos que andamos a ver imagens do oriente com o uso da máscara, principalmente em transportes públicos e ultimamente também por causa da poluição, como no caso da Índia. O mundo ocidental sempre com tiques de superioridade e de conquistador, olha-os como uns débeis, fracos e uma solução tão fácil ao alcance de todos para defesa do contágio, só com imposição e coimas será seguida, faz lembrar a obrigatoriedade do cinto de segurança na condução.

Está na fraqueza do ser humano, que quando conseguir ultrapassar esta pandemia (sabe-se lá à custa de que sacrifícios) não vai conseguir modificar hábitos e escavacará o planeta como se houvesse outro (um B). Ai daqueles que sejam os futuros velhos a ter que prestar contas às gerações vindouras.