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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Sporting campeão na calamidade


Há uns anos (o tempo passa a correr) no "face" alguém ferrenho de uma equipa rival e no calor de alguma picardia, chamava carneirada aos sportinguistas. Eu como adepto verde e branco desde pequenino, (ainda estou para saber de alguém que tenha trocado de clube), fiquei naturalmente ofendido até porque não fazia parte dessa picardia, mas ignorei pois as redes sociais são como os casamentos, para o bem e para o mal. 
Entretanto, perante aqueles vergonhosos acontecimentos de Alcochete, tive de dar a mão à palmatória e reconhecer que uma cambada de carneiros estava a destruir uma grande equipa de futebol, até com bastantes selecionáveis. Um prejuízo de milhões para o clube e penso que por muito menos décadas atrás, alguém à frente do destino de uma equipa rival , foi parar à cadeia.

Com esforço, dedicação, devoção e glória alguns históricos lá conseguiram que a ovelha ranhosa fosse afastada e o Dr. Frederico Varandas conseguiu ser eleito pelos sócios para levar um barco cheio de amotinados a bom porto. Os meses foram passando mas no estádio forças anti união dos sportinguistas estavam sempre a causar instabilidade à equipa e jogar em Alvalade era como se a relva fosse saibro. Mas eis que a pandemia tal como um mal que veio por bem, correu com essa vil gente fora dos estádios e a equipa de futebol onze, passados quase vinte anos conseguiu a três jornadas do fim ser campeã. Tenho a firme convicção, perante os reforços que no início os rivais fizeram e com o apoio dos respetivos adeptos um deles seria campeão, pois não é em vão que os apoiantes são chamados de 12.º jogador.

Terminaria este texto com um "viva o Sporting", mas o presidente que tão altruísta foi como médico a querer salvar vidas do Covid19, voluntariando-se nas forças armadas, foi o mesmo que permitiu para além de ecrãs gigantes junto ao estádio com DJ, a descida do autocarro às tantas da manhã pelas avenidas em caos até ao marquês, pondo sabe-se lá, quantas vidas em risco como se esta competição tivesse a decorrer sem pandemia.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

De bestial a besta

A parte final dos jogos em que os jogadores de ambas as equipas descomprimem, cumprimentando-se e por vezes até trocam as camisolas, é o rescaldo de um final de espetáculo que eu aprecio bastante. Neste caso do Mundial como o único canal aberto que o transmitiu foi a RTP1, que é aquele que consigo sintonizar, tive que ouvir como som de fundo a essas imagens, jornalistas a comentarem de forma odiosa a prestação do Felipe Scolari. Tudo serviu para atacar o homem, como se um dos fatores que contribuem para a magia do futebol, não fosse o imponderável dos resultados e como se a má atuação da equipa de arbitragem não tivesse influenciado o resultado a favor da Holanda. As conquistas anteriormente alcançadas deixaram de contar e foi-se ao ponto de dizer que a nossa boa prestação no Europeu de 2004 foi obra de Mourinho, como se este tivesse formado os jogadores Figo, Rui Costa, Pauleta, Ricardo, Ronaldo, Nuno Gomes, Tiago entre outros. É verdade que um selecionador é beneficiado quando apanha um grupo bem entrosado vindo de outras equipas, sempre assim aconteceu. Lembro-me dos Magriços de 66 com a formação base dos tempos áureos do Benfica. A própria Laranja Mecânica assim apelidada por ser uma máquina a jogar, que beneficiou do Ajax com a estrela Cruyff. A Espanha do Barcelona e agora a Alemanha do Bayern, mas daí a desconsiderar o trabalho de um selecionador como se não fosse importante, só por má fé. Quando se é incompetente realça-se o mau resultado de outros para esconder a própria mediocridade, que foi o que estes jornalistas/comentadores fizeram ao prestarem um mau serviço público. Errou Scolari que com a saída do lesionado Neymar, o Brasil desmoronou-se como um castelo de cartas. Errou Paulo Bento que contrariando os aceitáveis resultados dos jogos amigáveis de preparação (Grécia, México e República da Irlanda), jogos nos quais devido a lesões fizeram-se substituições que foram promissoras, mas depois acabou por apostar na velha guarda como se de um talismã tratasse, com maior realce para um guarda-redes que não sabe jogar com os pés. Agora o que não vale a pena, é destruir e esquecer o que de bom foi feito para atrás numa altura em que todos vibrámos, mesmo aqueles que não são grandes apreciadores de futebol.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Arregaçar as mangas logo de início

Numa destas mais recentes transmissões televisivas de jogos internacionais, ver Paulo Bento isolado no meio de várias cadeiras numa bancada, dá-nos para pensar se no futuro próximo da nova direção da F.P.F. está prevista a sua substituição. Normalmente nos clubes quando um treinador entra em rota de colisão com os jogadores, ele é que sai e os jogadores ficam. Apesar de ter que dar a minha mão à palmatória acerca do que escrevi em Set/10 ao manifestar a minha pouca fé no ex-treinador do Sporting, que afinal soube reunir bem os cacos deixados por Carlos Queiroz, parece-me má a falta de tolerância com Ricardo Carvalho e Bosingwa, porque basta pensar o que faria ele se os nomes em causa fossem Cristiano Ronaldo ou Rui Patrício.

Agora caídos no grupo da morte em que todos seremos poucos, talvez não seja desvantajoso de todo estar com “monstros sagrados”, pois não vai haver qualquer margem para o costumeiro desleixo inicial, que é a tal mania de facilitar e depois para o fim fazermos das tripas coração. Aliás, sou levado a pensar que se por acaso tivesse sido Paulo Bento a pegar de inicio na seleção se não seria o Carlos Queiroz depois a aparecer como salvador da Pátria?

domingo, 31 de julho de 2011

Memorando de entendimento com a Troika, desculpa de exploradores

Quando se abrem as revistas cor de rosa encontram-se as fotos de muita boa e má gente, que aparece com ares de grande satisfação, dando para perceber que os grandes empresários e outros malabaristas da Bolsa, tiveram para já à pala da Troika um aumento de 17,8% das suas grandes fortunas e que a crise é para os desfavorecidos do costume.
O mesmo se passa nos principais clubes de futebol principalmente com os três grandes. É chocante os milhões que aparecem para a aquisição de jogadores, como se esse mundo fosse paralelo àquele onde o comum dos portugueses vive. Com certeza que também será para este esbanjamento de euros, os tais que aflitivamente vêm em tranches do estrangeiro, para os Bancos poderem dar garantias ou fazerem empréstimos. Não estou a ver que assim debaixo do nosso nariz e com tanta propaganda nos jornais desportivos, haja branqueamento de capitais para pagar a esses jogadores que parecem chegar de todos os cantos do mundo.
É um meio obscuro onde entre outras ilegalidades, grassa a impunidade das claques que despojam o erário público na grande despesa que é a mobilização das forças da ordem para a minimização dos estragos feitos por aqueles, que por acaso a maioria até foge ao pagamento de impostos, serem ilibados e voltarem à mesma num ciclo vicioso. Com os hooligans em Inglaterra, para controlar e afastar os desordeiros teve de acontecer uma desgraça no estádio de Heysel na Bélgica com dezenas de mortos, aqui neste rectangulo à beira mar plantado com cinquenta anos de atraso, parece que tem de acontecer um desastre das mesmas proporções, pois parece não ter chegado a morte de um adepto com o arremesso de very light pela claque adversária, no que se suponha ser uma festa da final da Taça de Portugal.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Salvador da Pátria, precisa-se

Faltaram demasiadas peças para o piloto automático funcionar como deve ser. Desde Pedro Mendes, passando por Simão Sabrosa, Deco, Cristiano Ronaldo, Paulo Ferreira e a acabar em Fábio Coentrão, três por lesão e outros três para os quais a Selecção já tinha servido os seus fins, foram demasiados grãos de areia que emperraram a máquina. A juntar a isto, a equipa ainda estava em descompressão da forte concentração a que foi sujeita nos últimos dois jogos do Mundial, Brasil e Espanha. Veja-se por exemplo o comportamento do Eduardo que tão bem conta tinha dado de si, cotando-se como um dos melhores guarda redes nesse campeonato.
Como se tudo isto desportivamente não bastasse, ainda tivemos a ingerência de entidades ditas oficiais no trabalho da equipa técnica, ao quererem despedir um seleccionador e ao tê-lo feito deveria ter sido imediatamente após o regresso da África do Sul. Quiseram fugir ao pagamento de uma alta indemnização causada por um contrato feito (porquê quatro anos?) com carta branca dada a Gilberto Madaíl, para agora o preço a pagar ainda ser mais elevado inflacionado por este apuramento desastroso, onde o próprio público está desmotivado para assistir aos jogos. Por fim eis a varejeira no topo desta poia com a possível escolha de Paulo Bento para dirigir a equipa das quinas. Nem a propósito, é um técnico que pelo menos já vem de um ambiente derrotista e habituado aos assobios.
Se Humberto Coelho já tinha dado boas provas quando esteve à frente da Selecção, nunca se percebendo bem o porquê do seu afastamento*, classificando-a para o Euro 2000 e levando-a à semi-final, será concerteza este um nome credível para incutir o respeito e bem estar no grupo que mais que nunca está precisado dessa confiança. Mal sabíamos nós que quando assistíamos àquele desnorte da equipa francesa, onde parecia que ninguém se entendia e que era um castigo devido ao golo metido com a mão pelo Henry, o mesmo nos estava reservado, ou pior sabe-se lá.

* Precisamente o mesmo se passou com Fernando Cabrita 1983/Euro 1984 levando a equipa à semi-final (qualquer delas em França e a mesma adversária campeã) seguindo-se um afastamento misterioso deste técnico.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Um Domingo cheio de emoções fortes

O espectacular comportamento de Frederico Gil na final de ténis do Estoril Open, foi completamente abafado pelo Benfica na prevista conquista do Campeonato Nacional de Futebol.
O espanhol Montagnes, já vencedor deste torneio de ténis no ano passado e agora após eliminar o primeiríssimo Roger Federer, ameaçou no segundo set de forma displicente e sobranceira, o português com dois match point que este soube rechaçar com o apoio irreverente do público. Os espectadores a partir daí entraram numa tal excitação, que pareciam evocar a Padeira de Aljubarrota acabando por valorizar a vitória do espanhol no terceiro set tendo este que lutar contra tudo e todos, mas aprendeu a lição de não deixar de ser humilde. É pena Frederico Gil não ter uma compleição física mais vocacionada para o ténis, isto é ser um pouco mais alto e esguio, porque com certeza outros triunfos alcançaria aproveitando o seu alto poder de concentração e postura calma, invejáveis a qualquer campeão.
Campeão foi mais uma vez o Benfica, que também teve a sua vitória valorizada pelo excelente comportamento do Braga e até mesmo o Rio Ave contribuiu para dar uma pitada de emoção no final da competição. O forte investimento do Benfica (não se percebendo bem de onde veio tanto dinheiro, mesmo havendo jogadores que o Porto surripiou numa tentativa de enfraquecer o clube ) foi bem trabalhado por todos os dirigentes e elenco técnico. De notar o trabalho de Jesus em conseguir fixar o guarda-redes, curiosamente não sendo para o Quim a época em que brilhasse com grandes defesas e também soube gerir a condição física do Aimar e Carlos Martins, interligando-os bem com Di Maria e Cardozo, este vencedor da Bola de Prata, troféu do melhor marcador. Influente também foi a acção de David Luís, que superou bem a lesão da época passada e após fazer uns auto-golos comprometedores passou a acertar na baliza certa. Foi-se impondo este novo treinador, também com a ajuda da atitude acertada do Rui Costa em se deixar de protagonismos e terminou sem conflitos com o mito Mantorras, que na prática apenas andava a servir para o histerismo dos adeptos africanos e ao mesmo tempo a manter no Clube a tradição ultramarina.
Como ultimamente tem sido hábito há a lamentar os excessos com vandalismo à mistura, que tiveram o expoente máximo em Braga reflectindo um mau perder já demonstrado nas palavras de Domingos. Nestes dias desatou a fazer uma retrospectiva de jogos anteriores arriscando-se a ir tão atrás no tempo de modo a nos perguntarmos se ele próprio não beneficiou de uma estrutura deixada por Jesus. Independentemente da vertente desportista andam por aí muitos jovens sem trabalho no corpo, estando folgados para andarem a causar distúrbios e quer se queira quer não os métodos policiais têm que ser aumentados e tecnicamente especializados. Aquelas imagens daquele vândalo em fúria a destruir património e mandá-lo para a água, têm de servir como exemplo para uma punição severa sendo a forma de demonstrar que a liberdade não pode ser confundida com libertinagem.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Caminho árduo

No futebol ou como em qualquer outra profissão, o humilde e bom trabalhador é sempre reconhecido. Foi o que aconteceu com o Liedson em pleno Estádio da Luz, onde três manifestações de carinho foram prestadas: como é natural ao Simão Sabrosa que desta vez além de fazer um excelente jogo também estava com o pé afinado; ao Nuno Gomes que já com a sua maturidade consegue transmitir uma calma necessária ao jogo e por fim ao levezinho que marcou o golo do descanso, servido por um passe inteligente do Bruno Alves. Também o Pedro Mendes (homenagem lhe seja prestada) fez um jogo espectacular.
Valeu a pena a ajuda dos dinamarqueses que até veio engordar as receitas da FPF, pois muitos espectadores só decidiram o ser, após saberem o que a Suécia fez, ou melhor, o que não fez.
É nossa sina só nos lembrarmos de Santa Bárbara quando troveja e agora é sofrer a bom sofrer até ao próximo 18 de Novembro. Dificilmente os nossos jogadores (está-lhes no sangue luso) não se convencem que não basta andarem a pavonear-se com a sua classe, mas que é preciso levar o jogo a correr e anteciparem-se aos seus adversários, vestindo como se costuma dizer o fato macaco. Que o vistam e que a sorte do jogo os acompanhe. Sim, porque isto não deixa de ser um jogo em que não há vencedores antecipados e daí o fascínio do futebol.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Campeonato ganho à pedrada


Ao agendar um jogo decisivo do escalão de juniores para um lugar aprazível convidativo ao convívio como é a Academia de Alcochete, o que os dirigentes do Sporting não adivinhavam, era que dariam ao rival Benfica a oportunidade de ganhar o Campeonato Nacional de Juniores à pedrada. É mais fácil para quem lê estas linhas perceber o que se passou caso tenha visto as imagens televisivas. Estas mostram que já decorridos vinte minutos de jogo, entra uma claque arruaceira do Benfica a atirar pedras para quem assistia ao jogo, (inclusive para alguns adeptos encarnados), isto depois de já terem danificado automóveis por onde passaram, acabando por se generalizar os confrontos e o jogo foi suspenso. Vá lá, que esses vândalos não mandaram nenhum petardo que matasse algum adepto do Sporting como aconteceu numa final da Taça no Jamor.
É levantado um processo disciplinar e o que faz o Conselho de Disciplina da Federação, cujo um dos membros é declaradamente benfiquista: punir os dois clubes com o mesmo castigo. Entre outras sanções uma respeita à perca de três pontos, o que trouxe como consequência que a equipe que estava à frente ficasse campeã.
Seria bom de ver, isto estar-se a passar com o Porto, os seus adeptos nunca permitiriam tamanha injustiça.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Avançado, precisa-se

Para um dos melhores jogadores da primeira liga, que provavelmente para o ano só por transmissões do estrangeiro teremos oportunidade de apreciar, e que como defesa central teve que ir à frente marcar o golo contra a Albânia, é por demais evidente que a nossa equipa não tem pontas de lança. Foram muitos jogos sem que conseguisse finalizar com êxito uma jogada, sendo notório que só Hugo Almeida com Edinho ou Dani não fazem esquecer o Pauleta, Nuno Gomes e até mesmo Hélder Postiga. Na Albânia, num estádio muito pior do que o do nosso V. de Setúbal, o qual foi proibido de fazer uma partida para a UEFA e teve que a fazer em Alvalade, a equipa anfitriã deu o seu máximo e até por vezes devido à cor das camisolas nos confundiu sobre qual seria a equipa portuguesa, valendo-nos no final a boa entrada no jogo de Nani, que surpreendentemente não se agarrou à bola e pôs-se a rasgar passes que partiram a selecção adversária, culminando no golo em raiva do Bruno Alves. Para colmatar esta falta de avançados, não se percebe bem se o Liedson será alguma vez chamado a tempo da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010 e o Cristiano Ronaldo não é opção como ponta de lança, porque precisa de espaços para as suas habilidades, além de ter que ganhar a humildade suficiente, como faz o rival Messi. Diga-se de passagem, que então agora, inchado como ele anda por uma transferência com valores astronómicos, os quais têm ao momento a denominação de escândalo, devido à crise em que as famílias estão mergulhadas e ainda por cima a fazer alarde no esbanjamento de mais de 15.000€ só em bebidas numa noite, não se deslumbra que vista o fato macaco para melhor servir a equipa de todos nós.
A anterior equipa técnica não nos habituou a vitórias por números expressivos e nunca saberemos como reagiriam com a presente falta de inspiração e garra, mas talvez já tivessem feito o esforço que fizeram para a inclusão do Deco, outro que neste jogo tão bem deu conta de si e também teriam sido capazes de já ter conseguido um substituto à altura do Petit, o tal carregador de piano.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FCP 0, CR7 1

Com certeza que muitos espectadores que assistiram ao encontro entre o Porto e o Manchester, foram os mesmos que estiveram a torcer pela Selecção Nacional frente à Suécia. Mas a festa do golo, a raiva e a entrega ao jogo do melhor jogador do mundo, materializou-se num potente pontapé que deu um fabuloso golo à equipa inglesa e não ao serviço da nossa Selecção, como há uns anos atrás nos tinha brindado o Carlos Manuel que também com um forte remate longe da área, simplesmente nos deu o acesso ao Campeonato do Mundo a realizar no México (1986).
Ainda é novo e é muito capaz de vir a entender que a humildade (o Scolari bem se esforçou para a incutir) e a entrega à camisola das quinas são os predicados essenciais para entrar na galeria do nosso reconhecimento, onde entre muitos outros se encontra o Eusébio, Figo, Rui Costa…

quinta-feira, 26 de março de 2009

A desunião faz a fraqueza

O rescaldo desta segunda final da Taça da Liga trouxe para o campo desportivo o pior ambiente que se possa imaginar para a véspera de um jogo tão importante e mesmo decisivo que a Selecção Nacional vai disputar contra a Suécia. E note-se que já não é a primeira vez, que numa altura em que todos os adeptos devem estar unidos numa causa comum, eis o surgimento de uma desestabilização e ainda por cima através de um troféu que ao longo da prova não ligaram nenhuma.
Uma sucessão de tristes acontecimentos fizeram criar uma espécie de bola que os escaravelhos gostam tanto de levar às costas: grande penalidade mal assinalada que nos leva a perguntar se aqueles auriculares servem para alguma coisa ou serão para ouvir chamadas dos telemóveis; a incontrolada reacção de alguns profissionais, que se tivessem ganho nos pontapés da marca das grandes penalidades, ficavam calados; a conferência de imprensa do Benfica, que vem a por a nu, porque é que eles próprios quando fazem protestos (que até para o Governo fizeram) é com o objectivo de condicionar os juízes para os próximos jogos e nesta conferência até meteram o Porto ao barulho que está em outra galáxia para defrontar o campeão europeu; o Pereirinha armado em Cruijff (muito pão ainda terá que comer) a rebaixar a selecção cabo verdiana que tão bem conta deu de si; e por último (pelo menos até agora) o mal fadado Carlos Queirós, que há catorze anos num apuramento já nos deixou ficar no pau da roupa, expulsou o Pereirinha e o Rui Pedro de um Torneio criado para fazer a vontade ao Alberto João, de ter uma selecção de futebol da Madeira sabe-se lá com que dinheiro. (Não sabemos nós outra coisa)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Formação para comentadores de futebol, precisa-se.

Não deixa de ser lamentável como os nossos comentadores e jornalistas vêm os jogos. Podíam ajudar à evolução do nosso futebol elucidando as pessoas como ver boas partidas, para até depois valorizadas essas partidas com estádios cheios de emoção, poder haver uma procura televisa internacional tal como acontece com espanhóis, italianos e ingleses. Mas não, para eles só conta os grandes, os outros não passam de bonecos. Estando os grandes a ser dominados em certos períodos do jogo, parece que está a acontecer uma vergonha nacional. Não fez o Naval um grande jogo sem desistir até ao fim que só ajudou a valorizar a vitória do Benfica? Que dizer do Leixões que ainda suportou um penalty duvidoso e um fora de jogo mal assinalado? E olhando para a tabela classificativa não está lá o Nacional? Antigamente, a maior parte dos desportistas deve-se lembrar, o futebol espanhol era considerado feio. Depois, souberam aproveitar a inclusão de estrangeiros e daí tirar bons ensinamentos, acabando por se tornar o que é hoje. Nós por cá, só temos a ganhar com a evolução das equipas mais modestas que é o resultado da boa utilização que têm feito de futebolistas estrangeiros e camadas jovens. E os bons são sempre bem vindos em qualquer parte do mundo, pois a linguagem do desporto é universal.

domingo, 29 de junho de 2008

Assim não vale!!! Aquilo não era raguebi.

Muita gente estava desejosa da derrota da nossa Selecção. E nesta gente, infelizmente, estavam incluídos aqueles portugueses invejosos que só sabem alimentar a desgraça e dizer mal dos jogadores, principalmente daqueles com quem sempre antipatizaram devido à “clubite aguda”. Curiosamente, quando os jornais saem no dia seguinte, já se apresentam com títulos para esses profetas da desgraça, pelo que se conclui que são uma grande maioria, pois concerteza o que os jornais querem, é vender exemplares.
Será que algum jornal apresentou um título em letras garrafais: “ASSIM NÃO VALE!!!” tendo por baixo a fotografia do alemão a empurrar o Paulo Ferreira? E, pasme-se... com as duas mãos num momento crucial do jogo. Tiveram os alemães muitas oportunidades, que se não fosse naquela sería em outra? Não, não tiveram! E porquê a não repetição de imagens do lance do abraço ao Nuno Gomes na grande grande área, quando ele se preparava para criar perigo?
Se este jornal assim aparecesse a denunciar as falcatruas e a enaltecer os que bem jogaram, será que vendia alguma coisa?
Por último, é vergonhoso ter que ser um selecionador, que nem é português, a perguntar nas entrevistas finais a um jornalista (este português) se ele não viu o empurrão.
É este o povo à beira mar plantado, que inocentemente ou estupidamente sempre alinha no que os Media querem impingir (ou vice-versa). Qual a diferença deste para outros povos? Neste capítulo é esta: por exemplo, nós ganhamos a ingleses, franceses, holandeses, alemães e eles sempre desdenham a nossa vitória e todos os nomes nos chamam: batoteiros, fiteiros, etc. Que faz este povo quando se dá o contrário? Agachasse. E mesmo que os outros nada tivessem provado em campo, vêm estas almas do triste fado a afirmar que eles foram os maiores, enfim uma raça superior, o que na verdade não admira para quem se acha sempre inferior e que por vezes tem que emigrar para esses mesmos países afim de se afirmar como cidadão e quando regressa, então sim todo com ares de superiorioridade.
Ganhar orgulho para pendurar bandeiras não chega é preciso senti-lo e alguém mais tarde ou mais cedo vai ter que fazer alguma coisa por isso.