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quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Burrinho mealheiro

Este é um concurso à medida deste país, premeia a ignorância. Salvas raras exceções, quanto mais a família falhava perguntas de baixo nível, mais se ria e isto porque a estupidez não paga imposto, senão o dinheiro do prémio não dava para cobrir. Curioso seria poder ver a reação de professores que tivessem reconhecido alguns daqueles, como seus alunos. Diriam, ainda bem que estes estúpidos não seguiram o ensino, mas os que enveredaram  por esse caminho profissional, que alunos formaram?
Este é um lamaçal do qual as futuras gerações terão bastante dificuldade em sair e toda sociedade, leia-se novos e velhos, perde conhecimento/competitividade, acabando a inteligência artificial por ganhar cada vez mais espaço em diversas áreas.
 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Voice Portugal 2018, mais uma vergonha nacional

Quem assistiu a esta última temporada do programa Voice Portugal e que perceba minimamente de música, deveria ter ficado abismado em como é possível fazer pouco dos telespetadores e principalmente dos mais fervorosos adeptos que pegam no telefone e gastam dinheiro em chamadas. Os que gostam destes concursos televisivos, já estão habituados ao envolvimento político que rodeia o festival da eurovisão da canção, mas este no nosso "cantinho" foi por demais vergonhoso. É triste como aqueles profissionais já com excelentes provas dadas e com bastantes fãs, se prestem a contribuir para aquela farsa onde uma miúda estrangeira com voz de cana rachada se sobrepõe ao longo de várias emissões a muitas outras vozes de excelente qualidade. Por muitos países este concurso é exibido, não sendo a primeira vez que um concorrente com raízes de outra nação participa e que pela sua qualidade faça boa figura, mas este caso português foi ao ponto de trazer figuras pressionantes para a plateia a darem um empurram, e uma mentora com a teatralidade de surpresa como se não soubesse que lá estão. Mas isto não se ficou por aqui, ainda houve o caso da aspirante a cantora ter uma má entrada numa música, com a aspirante a atriz em pânico de braços no ar a pedir calma. Numa noite a rapariguita chegou a ser eliminada, mas por artes mágicas com telefonemas como pretexto, tornou a voltar. Quem nessa noite se tivesse deitado com a noção de ter sido feita justiça e ficado os melhores concorrentes, acordou no dia seguinte com a timorense lá metida outra vez. Também não deixou de ser curioso, que na final muitos gritos se ouviam da plateia para os telespetadores darem o seu voto à portuguesa, mas no final quando se soube da vitória da adversária nem um assobio se ouviu, pudera senão lá se iam os convites para outras fantochadas.
Boas praias são as de Timor.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mad Man um lugar na galeria das melhores

Ao longo dos anos, temos atualizado mentalmente uma galeria com as séries chamadas de culto, outros porém talvez tenham conseguido investir numa videoteca e conseguem a qualquer momento refrescar a memória a seu belo prazer. Suponho que a classificação de culto tenha a ver com a predisposição que temos que ter, para seguirmos todos os episódios porque senão perdemos o fio à meada do enredo.
Lembro-me de várias ao acaso e meto em parêntesis os principais atores, acabando alguns por se tornarem famosos no mundo do cinema: Homem Rico Homem Pobre (Peter Strauss, Nick Nolte); Pássaros Feridos (Richard Chamberlein, Rachel Ward, Jean Simmons); Norte Sul (Patrick Swayze); Família Belamy (Gordon Jackson, Jean Marsh, Angela Baddelay); Holocausto (Meryl Streep, James Woods); Bangkok Hilton (Nicole Kidman). Também cá no nosso canto Alves dos Reis, Um Seu Criado (Rui Luís Brás, Sofia Duarte Silva) e mais recentemente o Conta-me Como Foi (Miguel Guilherme, Rita Blanco). Por sua vez Dexter (Michael C. Hall, Jennifer Carpenter) devido a uma bolinha no ecrã que alertava para a violência, afastou muitas pessoas do seu seguimento, mas era um mal necessário para quem nos ia dar o prazer de fazer de nosso justiceiro solitário. Podíamos incluir o Espaço 1999 (Martin Landau, Barbara Bain), e o Colombo (Peter Falk), mas estas a qualquer momento conseguíamos desfrutar de um episódio sem andarmos às apalpadelas quanto ao seu seguimento. O Fugitivo (David Janssen, Barry Morse) e o Dallas (Larry Hagman, Patrick Duffy, Victoria Principal, Linda Gray) foram aquelas que nos agarraram, mas infelizmente tiveram o poder de nos enjoar e daí futuramente os produtores para além de evitar que isso acontecesse, têm maior facilidade nos contratos optando pela divisão em temporadas deixando sempre no fim de cada, uma ou mais situações não totalmente resolvidas ou com várias hipóteses de conclusão, de forma a cativar o espetador para a próxima.
É assim o que se passa com o Mentalista (Simon Baker, Robin Tunney) e principalmente com o Mad Man (Jon Hamm, Elisabeth Moss) que me fascinou ao dissecar um tema da época com adereços ajustados ao tempo retratado e pela excelente interpretação de todas as personagens, com realce para Don Draper que seria um gato vadio se fosse um animal irracional e Peggy Olson uma lutadora no então mundo laboral dos homens.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RTP o elo mais fraco, ADEUS

Se repararmos bem na oferta de programas de todos os canais, inclusive cabo, eles não diferem muito da fórmula economicista de completar as suas grelhas. Esta demasiada proliferação de canais é a prova evidente que como na maior parte das coisas, a quantidade não significa qualidade e seríamos muito melhor servidos se fossem poucos mas bons. Que bem sabia no início da TVCabo seguir aqueles programas de entretenimento com muita música da RAI e TVE, cuja familiaridade da língua os tornavam acessíveis. Presentemente a matéria prima da programação ou é a prata da casa ou é o cidadão anónimo, crianças incluídas, que se for preciso até pagam para aparecer no pequeno ecrã, resultando daí na maior parte das vezes, um embrutecimento do cérebro de quem os vê.
Agora chegar ao ponto de pegar nos mortos para fazer uma “gala de amigos”, foi demais. Digamos que em vez da “Casa dos Segredos”  tivemos o “Desvendar de Jazigos”. Não sei até que ponto foram, mas chegado ao terceiro defunto desisti, apesar do esforço da Sónia e do Malato andarem a tentar meter piadas pelo meio daquela morbidez. Mas a RTP está assim, com uma comissão liquidatária que não sabe o que anda a fazer, substituindo um concurso que tinha uma média diária de prémios no valor de 500,00€ por outro que passa a ter um maior gasto no prémio e ocupa menos tempo do serão, para já não falar da hora imprópria do começo do 5 para a meia-noite. Então não há filmes com “bolinha” no canal principal que às 23 horas já estão no ar?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ou há moralidade ou comem todos

Quando passam pela televisão as imagens dos protestos contra o pagamento das denominadas Scuts, penso sempre que estes deviam ter sido os mesmos que aplaudiram, aquando da decisão para que a passagem pela Crel passasse de novo a ser paga e devem achar que aqueles que pagam e não bufam há décadas na A2 para Setúbal, devem ser uns grandes tansos ou então podres de rico. Queixam-se da falta de alternativas, fazem contas ao tempo que gastam a mais se optarem pelas estradas secundárias ficando a pergunta: e a Estrada Nacional 10 cheia de rotundas e semáforos é alternativa a alguém?
É suposto perceber que é de elementar justiça não andarem uns a pagar para os outros e cada qual pagar o que utiliza, porque presentemente com o contínuo aumento do fluxo de trânsito alternativas rápidas em estradas secundárias, dificilmente algum automobilista encontra.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Do contra

Para já na televisão pública, o Contra Informação deixou de ser transmitido. Provavelmente porque já não faz sentido, pois hoje em dia os políticos e outros dirigentes de carne e osso não passam eles próprios de uns meros bonecos a fazerem todo o género de tropelias, mentiras e piruetas que nem o melhor comediante consegue caricaturar. Por exemplo que melhor boneco poderá parodiar a ministra da educação Isabel Alçada senão ela própria? Portanto basta-nos ver as noticias, dando mais atenção às imagens da Assembleia da República para percebermos que a fantochada continua e com especial relevo para a farsa da Justiça.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quando a Crise dava pelo nome de Custo de vida

Terminado o episódio desta semana com uma das conversas em família de Marcelo Caetano, último primeiro ministro do anterior regime, na altura mais designado por Presidente do Concelho, fiquei a saber quem foi realmente o pai da crise, o tal monstro aqui chamado pelo nome que realmente deve ser chamado: custo de vida.
Não é o Cavaco Silva como alguns andam por aí a apregoar mas sim Marcelo Caetano, pelo menos ao ouvir a tal “conversa” com que no final do episódio a referida série nos brindou e na qual este governante falava do custo de vida e como este já era alvo de chacota no teatro de Revista à Portuguesa e constituindo grande preocupação dos governantes só faltando falar do deficit, palavra na altura ainda fora de moda.
Curiosa esta lenga-lenga de sempre, destinada à classe média não tão pobre como agora, pois repare-se foi com Marcelo Caetano que os funcionários públicos passaram a receber o décimo terceiro mês e isto em pleno esforço de guerra nas províncias ultramarinas. É impressionante que desde aí a decadência e a lenta perca de independência se vem instalando neste rectângulo à beira mar plantado, decadência esta disfarçada com a evolução tecnológica: telemóveis aos montes alguns passam a tê-los mal saem do berço; plasmas por todo o lado com televisão por cabo e jogos; superfícies comerciais a espalharem-se como cogumelos, ficando qualquer dia abertas pela madrugada* fora; em certas famílias mais que um automóvel por habitação; bancos com lucros fabulosos e grandes grupos económicos a distribuírem dividendos ao mesmo tempo que fogem aos impostos de forma escandalosa.
Na linha alguma vez este país terá que ser metido e pelos vistos só cairá na real quando o Euro se desmoronar e todos, mas mesmo todos ficarem cientes do que quer dizer “tanga” ou “calças na mão”, restando o desenvolvimento sério do que é nosso, a agricultura, pescas, património turístico e indústria sendo esta última a mais difícil devido à destruição que sofreu, basta ver o que foi feito à Siderurgia Nacional e não só.
* Curiosa uma imagem da actriz Margarida Marinho na TVI, toda lampeira a abrir uma porta de uma loja famosa nos EUA e ter batido com o nariz na dita, ficando toda abespinhada por isso. Pensava ela que estava em Portugal onde os horários não respeitam minimamente as famílias de quem lá trabalha.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Os principais culpados, ignorados pelos terroristas

Por estes dias fez sete anos, que na Cimeira dos Açores foi decidida a invasão do Iraque. O programa Contra Informação assinalou a efeméride com o seu habitual humor crítico, através do qual realça que o então anfitrião que andou a servir cafés, é o mesmo que agora tem maior protagonismo político como presidente da Comissão Europeia.
É estranho os terroristas não exerceram o seu poder de vingança, sobre estas figuras sinistras que se deram ao luxo de ordenar a destruição de um país por causa da ganância do petróleo, até porque foi fácil atirar com um par de sapatos à cabeça do Bush. Daqui se deduz, serem precisamente estas vis personagens que interessam ser poupadas pelos terroristas, assim como aos magnatas do armamento e por outro lado aqueles que tenham ideias pacifistas e de conciliação, são os empecilhos às máquinas de guerra que eles tudo fazem para massacrar e abater.
Nos tempos que correm um conflito nuclear também é de certa forma travado por estes senhores da guerra que sabem que os seus tenebrosos e chorudos negócios seriam prejudicados ao perderem o filão, só que na sua infinita sofreguidão, nem se dão conta que qualquer dia aparece alguém ainda com menos escrúpulos do que eles e sobre o qual ninguém tem qualquer controlo… BUM!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O pior desastre da aviação

Não me lembro absolutamente de nada. Pergunto-me como é que uma tragédia de tal dimensão, onde pereceram 583 pessoas para além de feridos graves, não me ficou na memória ainda por cima envolvendo os nossos vizinhos (Canárias). A única explicação que encontro, é a de que no ano em que ocorreu o desastre, também é o mesmo ano do meu casamento. A uns meses antes de casar é um período em que nos portamos de uma forma em que parece que o mundo se resume ao nosso enlace e tudo gira à volta dele. Provavelmente é o que se passa com todos nós, quando existe um acontecimento marcante parece que mais nada de especial se passou, ou então servimo-nos dessa data para balizar outros factos que ocorreram connosco. Por exemplo quando referenciamos 1998 lembramo-nos logo da Expo, ou o Campeonato Europeu de Futebol no caso de 2004.
Voltando à tragédia, ela é relatada numa excelente produção do Canal Discovery e foi emitida pela RTP1 já depois da meia-noite. Mais uma vez é feito o relato com uma mistura de imagens reais com outras ficcionadas, complementadas com os depoimentos de tripulantes e passageiros sobreviventes.
A quem não viu este programa, fica aqui um endereço que expõe em sequentes parágrafos o desenrolar dos acontecimentos começados por um atentado terrorista, que levou a uma devastação que nem o maior cérebro destruidor conseguiria planear.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desastre_a%C3%A9reo_de_Tenerife

sábado, 24 de outubro de 2009

A terrível e perversa decisão de Churchill

A verdade da História pode ser contada ou omitida conforme esta melhor sirva os interesses das nações. Muito se falou de Pearl Harbor e filmes se fizeram sobre as batalhas com os japoneses até ao culminar do lançamento das duas bombas atómicas.
O que a RTP2 apresentou esta quinta-feira e repetiu hoje, foi o “Pearl Harbor” francês onde morreram milhares de marinheiros franceses. Este foi executado às ordens de Churchill, que não acreditando na palavra dada pelo Almirante francês Darlan, (que nunca deixaria que a sua frota ficasse na posse dos alemães), mandou a sua armada afundar a frota francesa estacionada a em Mers-El-Kebir (Argélia na altura colónia de França), com medo que os navios caíssem em poder dos alemães, que entretanto já tinham invadido o norte de França. Churchill tinha resolvido fazer um ultimato à França para que esta deslocasse os seus navios para junto da frota britânica senão seria afundada. Naturalmente os franceses se sentiram ofendidos e ainda por cima estando a sua palavra de honra em causa, pelo que consideraram o ultimato entregue por um oficial subalterno a um almirante francês como uma grande ofensa e pediram satisfações aos altos signatários ingleses. Surpreendentemente para os incrédulos franceses, para quem os ingleses no dia anterior eram amigos e aliados, receberam a resposta com fogo de canhões sobre navios encurralados no porto. Ironicamente mais tarde, provando a lealdade francesa e no cumprimento da sua palavra, quando os alemães se dirigiram para o sul de França afim de se apoderarem da restante armada francesa, os próprios franceses sabotaram e mandaram os navios ao fundo. Como não podia deixar de ser, o povo britânico foi de tal forma intoxicado com propaganda sobre as má intenções dos franceses, que acabaram de fazer manifestações de grande apoio à atrocidade cometida por Winston Churchill.
Excelente este documentário do Channel 4 que mais uma vez soube interligar imagens reais com imagens ficcionadas, estas também baseadas em factos reais e comentadas por intervenientes dos dois paises.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A força do dinheiro

Andando pelos anos 70 o “Conta-me Como Foi” recorda-nos o que já esquecemos e entre outras coisas a ousadia das mulheres em usar calças. Não deixa de ser curioso, que enquanto estes episódios tentam palidamente fazer referências ao fascismo, eis que por outro lado surge dinheiro para branquear a imagem de Salazar e até têm mesmo a preocupação de fazer a escolha do actor Diogo Morgado (o bom galã da actualidade) que nunca conseguirá espelhar o cinismo tenebroso daquela figura.
Mas o dinheiro tudo compra, basta vermos a cobertura televisiva que foi dada ao Congresso do CDS e a que foi dada à Convenção do BE, tendo até este último maior expressão eleitoral do que o outro, só que não o capital.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Equilíbrio, sempre tão difícil de manter

Nos Contemporâneos, o boneco o Chato caricatura um deficiente motor, que até por norma são pessoas inteligentes e ponderadas. De todas elas, esta deficiência pertence à classe daquelas mais cruéis, em que o ser humano tem a perfeita noção e o entristece a má impressão que causa a quem o vê, e por vezes as gargalhadas involuntárias que provoca com os seus gestos descontrolados.
Todavia, está provado em diversos estudos, que não é a brincar com a sua incapacidade que o deficiente fica ofendido. Pelo contrário, como qualquer pessoa que se julga normal, ele acha graça a essa frontalidade, mas o que detesta é por exemplo, o caso em que uma pessoa que seja coxa e lhe pedem desculpa quando alguém à sua frente disse naturalmente em conversa fluida a frase “Mais depressa se apanha um coxo do que um mentiroso”.

Agora a brincadeira em que se envolva o Chato e que não tenha o mínimo de bom senso, é deveras de muito mau gosto e perigoso. Muitos milhões de cristãos neste país haveriam de achar muito boa ideia a da Manuela Ferreira Leite, de seis meses sem democracia se assim se evitasse esta afronta aos seus costumes, assim como a de alguma paróquia a ganhar dinheiro pelo aluguer do espaço que ajudou à veracidade da cena.
Não professo qualquer religião mas consegui interiorizar que foi de um total desrespeito para quem é religioso, apesar de achar o texto em redor de um padre num confessionário deveras rico em piadas e bem interpretado, até de muitos furos acima daquele texto que há poucas semanas o Gato Fedorento construiu também envolvendo a Igreja e que tanta polémica causou.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cem anos de perdão

O consumidor cumpridor e empenhado em ter diversos produtos é facilmente ludibriado e prejudicado neste país em que a justiça não funciona e a sua defesa é débil. Então no que respeita aos canais de televisão pagos, é fartar vilanagem. Há uns anos assistiu-se à situação da RAI ter codificado um programa interessante. Resultado os clientes da televisão por cabo que pagam mensalmente o pacote onde está inserida a RAI ficaram naquele momento com o mesmo previlégio daqueles que não pagam nada. Também houve aquele caso de quem paga o pacote que inclui a RTL, ter ficado sem emissão na altura da transmissão de jogos de futebol, para forçar a assinatura na SportTV.
Esta quinta-feira à noite aconteceu mais um desrespeito, agora para aqueles que pagam a SportTV. Bem procuraram os clientes pela transmissão do Benfica vs Nápoles um jogo importantíssimo principalmente para os adeptos encarnados, porque estava em jogo a continuação na prova da Taça UEFA. Pois o que se passou na estreia do Canal do Benfica foi dar a transmissão em exclusivo para os clientes da MEO, isto com o fim sem olhar a meios, de a MEO angariar clientes.
No fundo neste negócio do vale tudo, quem consegue captar directamente o sinal do satélite fica com cem anos de perdão.

domingo, 27 de julho de 2008

SIC espreme a sua Galinha de Ovos de Ouro

Há várias Galinhas de Ovos de Ouro. Temos por exemplo uma, que dá pelo nome de automobilista, que nasce mal um humano começa a tirar a Carta de Condução e que qualquer Partido com responsabilidade governativa desata a espremê-la.
Outra por exemplo, nasceu da aquisição que a SIC fez das telenovelas da TV Globo, que por acaso é o melhor que esta estação tem, a seguir à Informação. A força de interpretação dos artistas e a veracidade dada aos personagens, é algo de espectacular. Para perceber isto, faz-se a comparação com as produções nacionais apresentadas pelo canal rival. Não que não haja actores portugueses de qualidade, eles existem, basta apreciar o “Conta-me Como Foi” e percebe-se que quando se quer juntar actores de categoria, consegue-se. Ou até mesmo, o naipe existente nas primeiras séries dos “Malucos do Riso”, na era João Carvalho filho de Rui de Carvalho. Aqui outro fenómeno de alteração de padrão (a espremidela de mais uma Galinha) em que a comédia é estragada pela introdução de fracos actores e ainda por cima com textos longos, a acabarem na maior parte das vezes com piadas sem graça ou gastas.
Quando o Nuno Santos veio da RTP, parecía que vinha com ele o respeito pelo espectadores. Em exibição mantinha-se uma telenovela que fica fiel ao horário até ao último episódio. Mas foi sol de pouca dura. Não resistiu, tinha que espremer a Galinha. Logo acabado o último episódio, que tinha o Duarte Lima no seu melhor, passaram a ser exibidas três, note-se: ora “Ciranda de Pedra”, ora “A Favorita” e a acabar “Duas Caras” cujo final já andavam a anunciar há três meses. Tudo ainda por cima a hora tardia, depois de se ter que aturar uma repetição do Camilo.
Enfim não há pachorra. Vão longe os tempos, em que no dia seguinte as pessoas podiam tecer comentários de apreciação às interpretações da telenovela que viam a horas decentes na noite anterior e todos sabiam do que se estava a falar. Agora não vale a pena. Uns vêm uma, outros outra, e por vezes a baralhada é tal que nem se sabe do que se fala, pelo que as opiniões que cada um apresentava simplesmete acabaram. Resta para além das notícias e desporto, uma conversa sobre o desempenho de um bom Concurso na televisão estatal, que costuma dar a horas decentes.
Pessoalmente, não consigo compreender como se investem dinheiros publicitários para aquilo. Tudo na SIC é para espremer e queimar. Uma última acha para a fogueira foi um tal de Daniel, que tão bem estava no “Só Visto”. Fica o mistério da longevidade da Fátima Lopes, que deverá ter uma personalidade bastante forte, para não permitir que a embarquem na política do mostra pernas e por vezes cuecas.