Tudo leva a crer que a partir de Junho pela primeira vez vamo-nos deparar com o inicio de um ciclo em que o Governo e o Presidente são de Direita, que é o resultado da falta de lucidez de um Jerónimo de Sousa que nunca chegará aos calcanhares de Cunhal que numa eleição à presidência, disse aos comunistas para taparem a foto de Soares e meterem lá a cruz evitando desta forma a dispersão de votos.
terça-feira, 29 de março de 2011
Uma nova relação institucional
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Estagnação, recessão, ...ão, ...ão
Passado um mês da eleição presidencial, é caso para dizer que a nossa democracia já atingiu um excelente nível de maturidade, equivalente aos outros países com forte solidez democrata. A euforia da vitória da direita também foi sempre controlada, talvez porque a reeleição de Cavaco estava mais que assegurada acabando por não se pedir a cabeça de ninguém, salvo Paulo Portas que no fundo não podia deixar de assumir o seu papel de líder da extrema. Daí para cá, atendendo aos discursos de bota abaixo que tem feito, até se estranha não apoiar a moção de censura ao Governo, que o Bloco de Esquerda no mês que vem vai levar ao Parlamento. Mas enfim, o bom senso tem-se imposto e parece não haver ninguém disposto a repetir a aldrabice de José Sócrates numa campanha eleitoral, ao afirmar que criava milhares de postos de trabalho.Os mais esclarecidos e conciliadores percebem que é no desemprego que reside o grande mal desta sociedade contribuindo para o aumento da criminalidade a qual no nosso cantinho ainda é agravada pela inoperância da Justiça e no “fartar vilanagem” da corrupção. Por isso, postos de trabalho como arranjá-los, quando pelo contrário se andam sempre a inventar formas de os acabar com o argumento de redução de custos.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Eleições para que vos quero
Tal como há cinco anos, Cavaco Silva irá ganhar de forma esmagadora estas eleições para a Presidência da República. Apesar da promiscuidade revelada pela revista Visão sobre o autêntico feudo que é a quinta da Coelha, onde a maior parte dos vizinhos de Cavaco foram seus colaboradores com realce para Oliveira e Costa, a única dificuldade é a abstenção mas os eleitores de Direita não costumam facilitar, contrariamente ao que fizeram os de Esquerda num primeiro referendo à despenalização do aborto, que fiando-se nas sondagens a seu favor preguiçaram, não foram às urnas e perderam. É esta mesma facção politica que torna a facilitar o caminho à recandidatura do actual presidente, ao se apresentar às eleições com vários candidatos não se percebendo bem qual o papel do socialista Defensor Moura, que não se livra de passar por um submarino ou a favor da Direita ou pró Esquerda, se por esta apresentar a desistência a favor de Manuel Alegre. Caso assim proceda justifica-se a atitude que teve ao andar a mandar atoardas ao candidato Cavaco Silva e fazer esta pirueta, que também pelo menos numa das eleições o Partido Comunista já fez com o seu candidato da altura a desistir no final da campanha.
Prevê-se uma daquelas noites de euforia que me fazem sempre lembrar as imagens do filme Chove em Santiago passado no saudoso cinema Nimas (cinema pequeno com sessões sucessivas sempre esgotadas) em que apresenta o regozijo dos apoiantes de Augusto Pinochet na queda de Salvador Allende no Chile depois de tanto se gritar o povo unido jamais será vencido.Todos vão pedir a cabeça de Sócrates como se de umas legislativas se tivesse tratado, ficando a expectativa se este não aproveitará o pretexto para se pôr a andar como fez António Guterres. Chega a uma altura que já não há pachorra para aturar tanta adversidade, ainda por cima na situação de crise mundial que se atravessa em que o desemprego é o maior flagelo. Se assim decidir é como tirar o tapete ao reeleito, que também numa altura destas de necessária coesão perante os mercados internacionais, não é grande fã de eleições antecipadas além de uma fraca empatia por Passos Coelho.
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